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A defesa da INTERVENÇÃO sem proposta concreta de solução para o RJ.

INTERVENÇÃO NO RIO DEhttps://oglobo.globo.com/opiniao/preconceito-contra-intervencao-22423762 JANEIRO
APROVADA NO CONGRESSO NACIONAL.

Após 4 dias, a intervenção o Estado Rio de Janeiro, só atua no fichamento dos moradores das comunidades, nada é feito na zona dos privilegiados(Zona Sul) do Rio de Janeiro.
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Defendendo a INTERVENÇÃO: VLADIMIR PALMEIRA

Publicado na OPINIÃO PÚBLICA(OP) jornal o Globo (23/02/2018 – https://oglobo.globo.com/opiniao/preconceito-contra-intervencao-22423762) e republicado no sítio do Minitério da Defesa – Exército Brasileiro (http://www.eb.mil.br/web/resenha/display/-/asset_publisher/9B8IpAnDp1we/content/preconceito-contra-a-intervencao-artigo-).

Em um artigo que admite que a INTERVENÇÃO não é a solução do problema, Vladimir Palmeira repete que a POLÍCIA é incompetente para dar solução a violência no RJ, confirma o fim do Governo Estadual do PEZÃO e coloca a responsabilidade da solução do problema violência nas eleições de 2018.

A minha discordância é o significado da defesa de um aparato militar, que tem o objetivo de defender o Governo Golpista e prepara um caminho para a não realização das eleições gerais de 2018.

Utiliza-se do Exército Brasileiro, para constranger as populações oprimidas pelo banditismo-policialesco, fazendo um cadastramento humilhante dos moradores das comunidades.

Qual é o objetivo senão, ameaça-los com a chancela do EB, que de agora em diante todos estão sendo investigados e na realidade nenhuma investigação é realizada, mas suas identidades civis e residências estão disponíveis não sabemos pra que nem pra quem.

A imprensa, que também apoia a INTERVENÇÃO e trabalhou para implementa-la, está proibida de informar, assistir e perguntar para que essa identificação dos moradores de comunidades servirá ou a quem servirá.

Esse ato é a ponta do iceberg que poderá ser concluído com a suspensão das eleições em 2018.

Leiam o artigo:

Preconceito contra a intervenção
Vladimir Palmeira

A esquerda reagiu mal à intervenção federal na segurança pública no Rio de Janeiro, com a indicação de um general do Exército para cuidar da área. De forma preconceituosa. E partidarista.
Aqueles que tentam elevar um pouco a crítica afirmam, com razão, que a intervenção não resolverá o problema da violência no Rio de Janeiro. De fato, não resolverá.
Sabemos que a solução deste problema, sempre parcial, aliás, só virá com medidas a longo prazo. A mais importante das quais é, sem dúvida nenhuma, uma distribuição de renda mais justa em nosso país. Não me refiro somente à renda no sentido estrito. Mas também à melhoria efetiva nas áreas de transporte, educação e saúde.
Do ponto de vista policial, estamos diante de mais de uma questão. Em primeiro lugar, nossa polícia tem um grau de despreparo muito alto. Em segundo lugar, houve a preferência pela ação repressiva, e não investigativa. Em terceiro lugar, a própria polícia está em parte ligada à corrupção – basta lembrar o caso do batalhão de São Gonçalo. Em quarto lugar, houve um grande descaso depois do fracasso das UPPs – a demagogia desmascarada trouxe não novas propostas, mas uma terrível inação. Como resultado, a guerra entre quadrilhas tornou-se mais radical, e os próprios policiais começaram a ser mortos sistematicamente pelos bandidos.
Finalmente, a ação policial CabralPezão desconsiderou completamente qualquer poder civil e as comunidades interessadas.
Evidentemente, a intervenção federal não vai resolver este tanto de questões. Mas a situação estava ficando insustentável. A morte de inocentes, sobretudo nos bairros pobres, estava saindo dos limites. A polícia não tinha mais rumo. Rumo nenhum.
O Rio precisava de um choque positivo. A intervenção federal pode representar este choque. Um chega pra lá na bandidagem. Dependendo de como for conduzida, em coordenação com a polícia investigativa, pode deter o avanço da violência.
Às entidades da sociedade cabe acompanhar as ações e denunciar caso os direitos individuais dos moradores sejam violados pelos soldados do Exército – assim como deve ser feito quando esses direitos são violados pelos policiais militares.
Soluções a longo prazo serão debatidas no processo eleitoral. E poderão ser implementadas por um governo eleito.
O governo Pezão já acabou. Por isso, inclusive, a intervenção federal deveria ter vindo antes e ter sido feita de forma completa, afastando o governador. O governo Crivella, por sua vez, nunca começou. É importante, que, dado um chega pra lá nos bandidos, os partidos, inclusive, de esquerda, assumam suas culpas e tratem de mudar a política geral de segurança.
Morte de inocentes, sobretudo nos bairros pobres, estava saindo dos limites
Fonte: O GLOBO – RJ
Autor: Vladimir Palmeira

Preconceito contra a INTERVENÇÃO no RJ
Preconceito contra a INTERVENÇÃO no RJ

INTERVENÇÃO no Estado do RIO DE JANEIRO Fevereiro/2018

Publicado em 19 de fevereiro de 2018

Carnaval das campeãs CENSURADO!

Fevereiro 2018 - Rio de JaneiroFevereiro 2018 - Rio de Janeiro
Fevereiro 2018 – Rio de Janeiro

16 de fevereiro de 2018 – INACREDITÁVEL

Inacreditável!

Imagine o GOVERNO FEDERAL intervindo no Rio de Janeiro!

Governo federal fará intervenção na segurança do Rio

OPINIÃO PÚBLICA(OP) - jornal FOLHA DE SÃO PAULO
OPINIÃO PÚBLICA(OP) – jornal FOLHA DE SÃO PAULO

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/02/governo-decide-fazer-intervencao-na-seguranca-publica-do-rio.shtml

OPINIÃO PÚBLIC(OP) - jornal O GLOBO
OPINIÃO PÚBLIC(OP) – jornal O GLOBO

https://g1.globo.com/politica/noticia/governo-decide-decretar-intervencao-na-seguranca-publica-do-rio.ghtml

2017 se foi, que venha 2018

2017-2018
2017-2018

2017

O fim do ano se aproxima, e todos os pombos foram pra mesma praça. Todos é uma forma de dizer dos que compareceram, ninguém falou nada sôbre quem não foi.

Disputaram as mesmas taças coloridas usadas em outro ano, beberam claro, uma nova garrafa de espumante, nome novo do champagne, ninguém questiona.

Acabou a garrafa abriram outra, não garanto as duas, mas uma era nacional, e estava ótima, a segunda foi melhor ainda.

Menos abraços, menos saudações e nenhum comentário, alguns viajaram, outros foram beber em outros copos, ocorre que nesses momentos não é quantidade, e cada um guarda para si quem fez falta.

Assim discretos todos ficaram alegres e esperançosos com o início da próxima repetição, que deram o nome de Ano Novo, vai mudar o final, mas continuar na mesma década, no mesmo milênio, que esse nenhum verá o final.

Somos escolhidos, melhor privilegiados, e fomos premiados, mudamos de século, todos viveram o século XX, e agora desfilam pelo XXI, sem comentar, nem citar essa façanha, afinal já estamos quase na segunda década e o passar de década já é uma glória, para quem vem de outro milênio.

Na verdade nada disso tem muita importância, o passar dos dias sim, somos como formiga, cada dia é uma aventura, a contagem antes era de décadas.

Estamos felizes, estamos vivos, ou melhor vivendo, muito embora para alguns seja inadmissível viver esses tempos, não nos preparamos para essa era, a era do atraso, da dissimulação, da perseguição aos mais desvalidos é pior, se glorificando por isso.

Assim seguiremos vivenciando derrota e breves vitórias e melhorias para uma maioria que não luta por nada, pois todos os dias buscam sobreviver e não têm tempo de sonhar e discutir a vida que vivem.

2018 chegou.

Que venha 2018!

Que venha 2018!

27 de dezembro de 2017
Esse ano caminha para o seu término, e lembrei de um amigo que comenta: “no final do ano revejo a lista do que havia me proposto a fazer e avalio o que foi feito ou não.”

Conversamos e lhe disse: eu nunca faço essas avaliações.

Hoje me lembrei dessa conversa porque acordei cedo, pra variar, e comecei a ver notícias na internet, e pensei: o que quero em 2018?

É pouco, mas vou colocar algumas lembranças que apareceram.

1 – quero JUSTIÇA – feita pelas mulheres e homens que ganham muito bem para serem justos, e não só fingirem e defenderem posições de grupos.

2 – quero ELEIÇÕES LIMPAS – eleições limpas significa deixar o povo brasileiro votar, sem que haja impedimento ou armações, visando impedir que os brasileiros tenham a sua escolha democrática. Sem interferência judicial.

3 – quero que a ALEGRIA volte ao rosto do povo brasileiro.

4 – quero que AMIGOS, CONHECIDOS não se escondam, sejam francos e livres, digam o que pensam e lutem por seus ideais, mas que aceitem os ideais alheios.

5 – enfim que venha 2018 e libertemos o Brasil do ódio, da inveja, da submissão e vivamos divergindo em paz.

OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO inicia nova perspectiva política.

Domingo 21:30 h OPINIÃO PÚBLICA(OP) – REDE GLOBO, começa nova ação política.

-Juiz crítica o STF e ensina como os políticos devem agir políticamente.
– Juiz declara que processo e julgamento deve agir conforme a lei.
– Juiz declara que problema é políticos não agirem em defesa do processo jurídico.
– Juiz declara que é vergonhoso tentar impedir o combate da corrupção.
– Juiz assume que é um ente político, sua fala não é de um juiz
– Repórter incentiva o ataque pelo juiz ao Congresso Nacional.
– Juiz declara que pode haver “equívocos” na colaboração premiada.
– Repórter diz que há críticas nas prisões prolongadas para forçar a delação premiada.
– Juiz diz que a absoluta maioria das delações foram realizadas com pessoas em liberdade.
– Juiz compara corrupção com casos de Serial Killer, que é necessário o julgamento drástico para punir corrupção.
– Repórter: Como é avaliado pelo juiz as críticas às prisões em Segunda Instancia, que no STF é criticado.
– Juiz declara que o julgamento final como definitivo para prisão ele declara que não mude a prisão em segunda instância. E declara que é importante ter provas. E é importante os acordos das delações premiadas.
– O ex-presidente Lula se diz perseguido.
– O juiz diz que é complicado.
– O Repórter pergunta se condenou Lula sem provas que os advogados declaram isso.
– Juiz diz que condenou de acordo com o que entendeu.
– Juiz não tenho nenhum processo à julgar com o ex-presidente de partido, que sentou ocasionalmente ao meu lado. Resposta à pergunta de foto divulgada nas redes.
– Juiz declara que a competência é Curitiba pelas cortes superiores.
– A lava jato começou com um caso de parlamentar paranaense e se vinculou à questões de corrupção na estatal do petróleo, por isso está em Curitiba.
– o relativo sucesso da lava jato é um triunfo coletivo e do apoio da opinião pública e da sociedade civil e não de uma pessoa.
– Repórter: a lava jato está perto do fim? ( propaganda interrompe entrevista)
– Entrevista volta com a pergunta novamente.
– é uma pergunta complicada e a justiça está hoje espalhada com processos de corrupção por vários outros locais. Me parece que o trabalho em Curitiba já percorreu bom caminho.
– Juiz declara que vai a até o fim.
– Repórter: sofreu ameaças?
– Juiz vou pular a resposta.
– Repórter: como se sente quando aparece nas pesquisas eleitorais.
– Juiz: não vejo sentido em pedir para retirar meu nome das pesquisas e não serei candidato.
– Repórter: o que espera pós lava jato?
-Juiz: a lava jato não vai acabar com a corrupção e espero que ela acabe bem. A justiça começou o combate à corrupção com a ação 470.
Juiz passa a falar politicamente sobre loteamento de cargos públicos, passou a falar exclusivamente de política, não mais é, o que disse ser opção pessoal: JUIZ.
Assim encerrou a entrevista exclusiva.

Sem máscaras -13/outubro/2017

Sem máscaras
Sem máscaras

BRASIL o USURPADOR DESTRÓI 2017

Brasil 2017 - o USURPADOR DESTRÓI

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O QUE ME DIZ A CARTA DO palocci

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A íntegra do Texto:

O QUE ME DIZ A CARTA DO palocci

Com que, então, Palocci, o Alheio, acorda de uma longa hibernação hipnótica. Depois de mais de uma década, tem a, ao que parece, iluminação.

Palocci, o Acusador, não é muito preciso em suas acusações. Não há detalhes e nem afirmações frontais, nada é imperativo. Há muitas lacunas, palavras e frases soltas, frases de efeito. Mas ele se vale disso para criar um jogo, no qual o alvo é Lula (percebam, não é o PT). Sutil, reticente, jogo de morde-e-sopra, xadrez. Mas o vilão é um só.

Palocci, o Domado, proclama que jamais esquecerá o dia (não precisou quando) em que Lula determinou encomendas de sondas e propinas. Não diz quais sondas, não diz quais propinas, não entra em detalhes, mas insinua que foi aí, naquele momento impreciso, que o PT teria sucumbido ao pior das práticas políticas. Não diz quais. Solta palavras e insinuações – corrupção, “tudo pode”, “terreno pantanoso” -, sem fazer acusações pontuais. Tudo no vago terreno do imaginário, do imaginário de quem lê ou que se deixa influenciar.

Palocci, o Demente, atribui à sua saída do governo, em 2006, o debacle do PT. Talvez Palocci, o Desmemoriado, esqueça que voltou ao governo em 2011. Viu, esqueceu, voltou, esqueceu, lembrou?

Palocci, o Ausente, lança palavras ao vento – enumera “presentes, sítios (quais?) e apartamentos” talvez recebidos por quem sabe Lula, mas sem dizer quando e nem como e nem porquê.

Mas Palocci, o Adestrado, vai mais longe na manipulação das emoções. Ele cutuca e fere no terreno dos sentimentos mais íntimos, talvez os mais piegas – os sentimentos e referências do afeto, da lealdade, do amor. Diz Palocci, o Copiador, em sua carta: “Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do homem mais honesto do país enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do Instituto (!!) são atribuídos a Dona Marisa?”

D. Marisa, companheira de Lula por décadas, cujo nome nenhum deles jamais defendeu enquanto viva, virou recurso de marketing dos canalhas.

Li a íntegra da carta do Palocci em sua ensaiada saída do PT. Roteiro novelesco, com todos os ingredientes que vem sendo milimetricamente ofertados nos roteiros da Lava Jato e da Globo.

Nenhum desses ingredientes é mais cruel e mais farsesco (e, por isso, mais revelador) do que asquerosa e repetida acusação de que Lula usa o nome de d. Marisa para encobrir seus atos. Desde a morte de d. Marisa, esse é o recurso mais vil dos ataques a Lula.

Está lá, desde o interrogatório de Lula por moro, quando o juiz de primeira instância citou repetidamente e deliberadamente d. Marisa, induzindo o presidente a também falar sobre a esposa. Era o mote de que precisavam os canalhas para acusar Lula de jogar sobre a esposa as suas responsabilidades; a crônica de Ricardo Noblat foi a mais memorável dessas canalhices.

Pois é o que repete Palocci, em sua carta. E, ao fazer isso, Palocci, o Marionete, expõe toda a farsa do texto e do roteiro a que se presta.

NÃO HÁ CADEIA SUFICIENTE PARA LULA – Percy Coelho de Souza

Luís Inácio Lula da Silva
Luís Inácio Lula da Silva

NÃO HÁ CADEIA SUFICIENTE PARA LULA

Texto do um professor da UNB – Perci Coelho de Sousa

Não há cadeia suficiente para Lula, não há construção erigida que suporte tamanha pena, que dê conta de tanto pecado. Haja grades de ferro e de aço que sejam capazes de segurar, de reter e de trancafiar tanta coisa numa só, tanta gente num só homem. Não há cadeia no mundo que seja capaz de prender a esperança, que seja capaz de calar a voz.

Porque, na cadeia de Lula, não cabe a diversidade cultural
Não cabe, na cadeia de Lula, a fome dos 40 milhões
Que antes não tinham o que comer
Não cabe a transposição do São Francisco
Que vai desaguar no sertão, encharcar a caatinga
Levar água, com quinhentos anos de atraso,
Para o povo do nordeste, o mais sofrido da nação.
Pela primeira vez na história desse país.

Pra colocar Lula na cadeia, terão que colocar também
O sorriso do menino pobre
A dignidade do povo pobre e trabalhador
E a esperança da vida que melhorou.

Ainda vai faltar lugar
Para colocar tanta Universidade
E para as centenas de Escolas Federais
Que o ‘analfabeto’ Lula inventou de inventar
Não cabem na cadeia de Lula
Os estudantes pobres das periferias
Que passaram no Enem
Nem o filho de pedreiro que virou doutor.

Não tem lugar, na cadeia de Lula,
Para os milhões de empregos criados,
(e agora sabotados)
Nem para os programas de inclusão social
Atacados por aqueles que falam em Deus
E jogam pedras na cruz.

Não cabe na cadeia de Lula
O preconceito de quem não gosta de pobre
O racismo de quem não gosta de negro
A estupidez de quem odeia gays
Índios, minorias e os movimentos sociais.
Não pode caber numa cela qualquer
A justiça social, a duras penas, conquistada.
E se mesmo assim quiserem prender
– querer é Poder (judiciário?),
Coloquem junto na cadeia:
A falta d’água de São Paulo,
E a lama de Mariana (da Vale privatizada)
O patrimônio dilapidado.
E o estado desmontado de outrora
Os 300 picaretas do Congresso
E os criadores de boatos
Pela falta de decência
E a desfaçatez de caluniar.
Pra prender o Lula tem que voltar a trancafiar o Brasil.
O complexo de vira-latas também não cabe.
Nem as panelas das sacadas de luxo
O descaso com a vida dos outros
A indiferença e falta de compaixão
A mortalidade infantil
Ou ainda (que ficou lá atrás)
Os cadáveres da fome do Brasil.
Haja delação premiada
Pra prender tanta gente de bem.
Que fura fila e transpassa pela direita
(sim, pela direita)
Do patrão da empregada, que não assina a carteira
Do que reclama do imposto que sonega
Ou que bate o ponto e vai embora.
Como poderá caber Lula na cadeia,
Se pobre não cabe em avião?
Quem só devia comer feijão
Em vez de carne, arroz, requeijão
Muito menos comprar carro,
Geladeira, fogão – Quem diz?
Que não pode andar de cabeça erguida
Depois de séculos de vida sofrida?
O prestígio mundial e o reconhecimento
Teriam que ir junto pra prisão
Afinal, (Ele é o cara!)
Os avanços conquistados não cabem também.
Querem por Lula na cadeia infecta, escura
A mesma que prendeu escravos,
‘Mulheres negras, magras crianças’
E miseráveis homens – fortes e bravos
O povo d’África arrastado
E que hoje faz a riqueza do Brasil.
Lula já foi preso, ele sabe o que é prisão.
Trancafiado nos porões da ditadura
Aquela que matou tanta gente,
Que tirou nossa liberdade
A mesma ditadura que prendeu, torturou.
Quem hoje grita nas ruas
Não gritaria nos anos de chumbo
Na democracia são valentes
Mas cordatos, calados, covardes
Quando o estado mata, bate e deforma.
Luis Inácio já foi preso,
Também Pepe Mujica e Nelson Mandela.
Quem hoje bate palmas, chora e homenageia,
Já foi omisso, saiu de lado e fez que não viu.
Não vão prender Lula de novo
Porque na cadeia não cabe
Podem odiar o operário
O pobre coitado iletrado
Que saiu de Pernambuco
Fugiu da seca e da fome
Pra conquistar o Brasil
E melhorar a vida da gente
Mas não há
Nesse mundão de meu Deus
Uma viva alma que diga
Que alguém tenha feito mais pelo povo
Do que Lula fez no Brasil.
“Não dá pra parar um rio
quando ele corre pro mar.
Não dá pra calar um Brasil,
quando ele quer cantar.”
Lula lá!